"Ao passo que encaro seu caminhar
Me pego no meio de uma multidão
Mas antes que possa de mim se afastar
Me posto a revelar o meu coração
Espírito cuja essência transborda verdade
Num reino que poucos ousam difamar
Onde longe se esgueira a simplicidade
Em seus braços ela vem a se encontrar
Em busca de onde possa ouvir sua voz
Cuja leveza de uma brisa ostenta
Sigo como a água em direção à foz
A fim de te achar, meu ritmo se sustenta
Diante do rosto onde meu olhar se enraíza
Vacilo ao me deparar com a visão de um anjo
Arrisco versos dignos de sua guisa
Meu bem, para você fiz este arranjo
Em meio ao tropel a solitária estrela devaneia
Absorto em meus pensamentos, onde eu a tinha
Ungida de mistério e sedução de uma sereia
Todos atentos ao desfilar da rainha!
Em seu olhar, a transparência de um prisma
O nome dela é carisma
Em seu coração, a pureza se aloca
O nome dela é carioca
Em seu discurso, a sinceridade abre caminho
O nome dela é carinho
Em sua alma, exígua de malícia
O nome dela é carícia..."
(Cesar Antelo Garcia)
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